Durante a Guerra dos 16 Bits, duas franquias foram as principais responsáveis pela popularização do estilo Beat’em Up nos consoles: de um lado Final Fight, um port do clássico dos arcades trazido para a plataforma da Nintendo, do outro Streets of Rage, criado originalmente pela SEGA para o Mega Drive.

Mas qual deles é o melhor? Colocamos frente-a-frente os primeiros jogos de cada franquia para ver quem sai vitorioso nessa briga.

Em Final Fight tanto seu personagem quanto os inimigos têm sprites maiores e mais detalhados. Os chefes de fase tem características únicas que os diferenciam dos oponentes normais.

Streets of Rage, apesar de contar com cenários mais variados e interessantes, com animações em camadas e simulação de iluminação, tem um visual um pouco mais rústico e peca no nível de detalhes nos personagens.

Ambos os jogos têm efeitos sonoros não muito agradáveis, mas em Final Fight os sons de pancada, gritos e gemidos são mais críveis. A trilha sonora, por outro lado, perdeu muito em qualidade de audio com relação ao original.

Já Streets of Rage, apesar dos efeitos sonoros exagerados e ruidosos, tem uma trilha sonora excelente, daquelas que você pode curtir no carro sem encucar que é música de videogame, mais variada e elaborada.

Streets of Rage tem uma maior gama de movimentos, mas tem uma resposta mais lenta que, em alguns momentos, chega a comprometer o jogo.
Final Fight, apesar da jogabilidade mais simples, responde muito bem e a movimentação é fluída, permitindo reações rápidas e coordenadas, como o famoso combo “2-socos-para-cá-2-socos-para-lá” contra os chefões.

Lembrando que estamos avaliando as versões nos respectivos consoles.
Em Final Fight arrancaram muito da diversão dos fliperamas:

Primeiro, o jogo conta com um personagem a menos – só é possível selecionar Cody ou Haggar (ou Guy e Haggar, dependendo da versão). Além disso, só é possível jogar solo – nada de modo para dois jogadores. Foram removidos, ainda, uma fase do jogo (Industrial Area) com seu chefe (Rolento), e as personagens “femininas” (Roxy e Poison) foram substituídas por versões masculinas.

Streets of Rage conta com três personagens selecionáveis (Adam, Axel e Blaze) em partidas para dois jogadores, além de contar com finais diferentes dependendo da sua decisão no trecho final do jogo.

Ah, e o especial, em vez de girar feito uma biruta como em Final Fight, é um carro de polícia que , quando solicitado, chega na área e detona os inimigos com uma metralhadora ou um tiro de bazuca – Eu disse: TIRO DE BAZUCA!!!

 


Streets of Rage, apesar de técnicamente mais limitado, tem uma trilha que o destaca do lugar comum do que era música de videogame até então, e acaba sendo uma melhor opção para quem busca diversão com os amigos, pela possibilidade de Multiplayer, com uma maior variedade de movimentos e múltiplos finais.

Final Fight tem uma jogabilidade mais precisa, gráficos e audio mais suaves, mas a versão de SNES está longe de ser a melhor, por todo o conteúdo removido e a falta de um modo para dois jogadores. Caso tenha a opção, prefira as versões do SEGA CD, fiel á versão dos Arcades e com áudio melhorado, ou então Final Fight One, a versão do GameBoy Advance, que conta com o conteúdo completo do original (com exceção de Roxy e Poison) e alguns adicionais, como história mais elaborada através de diálogos e personagens destraváveis: Guy e Cody em suas versões do universo Street Fighter Alpha.

– Bruno Carvalho (@bruno_cats)

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