André Campos

Nas redes:

“Minha primeira experiência com vídeo games foi também a minha introdução ao conceito de um jogo eletrônico, quando minha irmã ganhou um Bit System (um dos clones brasileiros do NES), que foi explicado para o meu cérebro de 5 anos como um “videocassete para criança”. Esse console, seguido por um Mega Drive alguns anos depois, estabeleceu os jogos como minha fonte de diversão favorita: uma mídia verdadeiramente mágica, com potencial de aprendizado e descoberta infinitos.

Só que meu gosto só começou a se moldar de verdade por volta de 1996, quando meu pai comprou um IBM Aptiva 486. Isso iniciou um período de mais de uma década longe dos consoles, onde descobri os adventures da LucasArts (que misturavam narrativa, comédia e puzzles), temáticas mais adultas e de terror em Alone in the Dark, Doom e Phantasmagoria, além de jogos de ambição cinematográfica incontestável, como Prince of Persia e Another World.

Acredito que, desde então, os vídeo games só evoluíram e, apesar de uma indústria que tenta amargar o cenário, nunca houve época melhor para jogá-los. Hoje, se tivesse que limitar meu interesse a uma única área, seria a história deles: como inovações redefinem paradigmas; como gêneros se transformam, se fundem e são redescobertos; como influências são absorvidas e reinterpretadas; e como diferentes regiões trilharam histórias únicas que definiram o futuro de seus desenvolvimentos locais. Tento trazer um pouco de tudo isso (e muito mais) no meu trabalho no Jogabilidade, um projeto focado principalmente em podcasts que existe desde 2011″.

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